"Os teus olhos lindos
Nos meus enleando
Não sei que cilada,
São sempre bem-vindos.
Vou-os adorando
Sem pedir mais nada.
São castanhos, puros
Como os da criança
Serão na origem:
Por vezes são escuros;
Dão-me confiança
Do sonho à vertigem.
Teus olhos castanhos
Inundam os meus
De luz, quando ris
Não me são estranhos:
Neles vejo Deus
E fico feliz.
Doce, o teu sorriso...
Nele me banhando
É minha guarida,
É meu paraíso.
Há-de ser meu quando
Houver outra vida."
poema de Julião Bernardes
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